Se você estiver cansado…

Olá!

Vamos aparecendo por aqui novamente, não vou me justificar muito, como das outras vezes. Quem chega até aqui e vê que não tem ocorrido muitas postagens pode até estranhar, mas de certa forma é um reflexo de longa data…

Um amigo das antigas, que não vejo há algum tempo (isso que ele mora numa cidade aqui do lado), compartilhou esse texto no FB (local que, por determinados chorumes postados por alguns, às vezes me causa certa náusea). Acho que é um pouco do que vem rolando comigo e muita gente…

Se você estiver cansado de tudo, por favor, leia isso

Quando falamos em cansaço, logo vem à mente o cansaço físico, mas não é nesse sentido que continuaremos esse texto, porque às vezes, o cansaço psicológico machuca tanto quando o cansaço do corpo.

Existem momentos em nossas vidas que nos esgotamos de tal maneira que acabamos ficando sem forças, querendo simplesmente pular um período da vida, dormir e acordar quando tudo estiver melhor. A vontade é manter distância do mundo, porém acabamos descobrindo que essa não é a melhor opção, pois está longe da solução.

O mundo em que vivemos é extremamente cansativo. É muito ingrato. É possível cansar simplesmente por viver nele e assistir diariamente tantas coisas ruins acontecendo, você passa olhar só o lado negro. Você está cansado de amar muito, dar algo ao mundo que nunca lhe dá nada em troca. Você está cansado da incerteza e da monotonia da vida cotidiana.

Talvez você costumasse acreditar, talvez vivesse cheio de belas esperanças, pensando que o otimismo superava o cinismo e se sentia pronto para recomeçar. Mas, após ter o coração despedaçado, promessas não cumpridas e planos fracassados, você sente que perdeu tudo. O mundo nem sempre lhe tem sido bom, você perdeu mais do que ganhou e agora não sente absolutamente nenhuma inspiração para tentar novamente. Entendo.

No fundo, estamos todos cansados. Cada um de nós. Ao chegar a uma certa idade, não somos mais do que um exército de corações partidos e almas doloridas buscando desesperadamente pela harmonia. Queremos mais, mas estamos cansados demais para pedir. Não gostamos de onde estamos agora, mas estamos com muito medo de começar algo do início. Temos de assumir riscos, mas sentimos medo de ver como tudo em nosso entorno pode simplesmente desmoronar. No final, não temos certeza de quantas vezes podemos começar tudo de novo.

A verdade é que, às vezes, cansamos uns dos outros. Estamos cansados dos jogos que jogamos, das mentiras que contamos a nós mesmos, da incerteza que semeamos entre nós. Não queremos usar máscara, mas tampouco queremos continuar a ser tolos e ingênuos. Temos de jogar nossos odiados papeis e fingir sermos alguém, porque não temos certeza da nossa escolha.

Sabemos o quão difícil é seguir fazendo algo ou fingir fazer novas tentativas, quando já estão acabando as forças mentais. E aqueles ideais otimistas que estavam tão próximos parecem inatingíveis e ilógicos. Mas já que você está tão perto de desistir de tudo, pedimos uma coisa:tente de novo, com todas as suas forças!

Uma grande verdade é que somos muito mais resistentes e alegres do que podemos imaginar e isso é uma verdade inquestionável. Somos capazes de dar mais amor, mais esperança, mais paixão do que damos hoje. Queremos resultados imediatos e desistimos se não os vemos. Estamos desapontados com a falta de respostas e deixamos de tentar.

Você entende que nenhum de nós consegue estar inspirado todos os dias? Todos ficamos chateados e cansados. O fato de você se sentir exausto e cansado da vida não significa que esteja imóvel. Cada pessoa que você já admirou, quando buscou seus sonhos, também já falhou algum dia. Mas isso não o impediu de alcançar seus objetivos. Não desista, não importa o que você esteja fazendo, seja uma tarefa comum ou planos grandes e magníficos.

Quando estiver cansado, vá devagar. Mova-se com calma, sem pressa. Mas não pare! Você está cansado por razões objetivas. Sente-se esgotado porque está mudando e fazendo muitas coisas. Está exausto porque está crescendo. Algum dia este crescimento poderá realmente lhe inspirar.

Fonte: thoughtcatalog

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Reinventar-se

A gente é um eterno reinventar

Há muitas dúvidas, há poucas certezas

Numa hora se quer empolgar

Na outra, há um sentimento carregado de tristeza

 

Um misto de alegria com melancolia toma conta da mente

Nada fica bom, não se acha o tom, tudo é inerente

Por que tudo não dá certo?

Por que tem sempre alguma coisa dando errado?

 

Perguntas, perguntas

Se for parar pra pensar, não sai mais do lugar

Até quando você vai ficar vendo a coisa desabar?

O que não foi dito, continua uma interrogação.

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Proteção

Uma das bandas brasileiras que tenho parado pra escutar novamente é a Plebe Rude, banda de Brasília que fez bastante sucesso nos anos 80. Me fazem refletir sobre algumas coisas atuais várias de suas letras.

Vamos tirar o pó deste blog para 2016. Acho que vou ter mais tempo para isso esse ano…

Proteção

Será verdade, será que não
nada do que posso falar
e tudo isso prá sua proteção
nada do que posso falar

A PM na rua, a guarda nacional
nosso medo suas armas, a coisa não tá mal
a instituição esta aí para a nossa proteção

Pra sua proteção

Tanques lá fora, exército de plantão
apontados aqui pro interior
e tudo isso para sua proteção
pro governo poder se impor

A PM na rua, nosso medo de viver
um consolo é que eles vão me proteger
a unica pergunta é: me proteger do que?

Sou uma minoria mas pelo menos falo o que quero apesar da repressão

Tropas de choque, PM’s armados
mantêm o povo no seu lugar
Mas logo é preso, ideologias marcadas
se alguém quiser se rebelar

Oposição reprimida, radicais calados
toda a angustia do povo é silenciada
Tudo pra manter a boa imagem do Estado!

Sou uma minoria mas pelo menos falo o que quero apesar da repressão

Armas polidas, os canos se esquentam
esperando a sua função
exército bravo e o governo lamenta
que o povo aprendeu a dizer não

Até quando o Brasil vai poder suportar?
Código penal não deixa o povo rebelar
Autarquia baseados em armas não dá
E tudo isso é para a sua segurança

Para a sua segurança

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Novembro

E o ano de 2015 vem se aproximando do final.

E normalmente é neste mês que as coisas entram num ritmo um pouco mais forte para depois em dezembro começar a acalmar e chegar as festas de fim de ano de uma forma mais tranquila. Se bem que neste fim de ano, vou trabalhar até início do ano que vem, até primeira ordem, devido aos dias paralisados e de greves. Faz parte…

O ano tem sido bem inconstante para mim, mas melhor do que os outros, eu sigo na eterna busca pelo equilíbrio mental nessa reta final, as atividades lentamente começam a diminuir por um lado e por outro surgem outras que ainda requerem um pouco mais de atenção.

Sim, eu já estou planejando 2016, estou com algumas ideias em mente no campo profissional, para que elas não atrapalhem tanto no meu campo pessoal, pois esse ano a luta foi para buscar um meio-termo entre esses dois níveis. Isso acarretará, muito provável, redução de receitas, mas penso que por um lado é um tempo a mais que ganho em outra ponta e assim poderei realizar outros projetos paralelos.

Ontem realizei um concurso para o município de Ijuí. Achei a prova muito mal feita, talvez a prova mais mal feita que eu já tenha visto. A entidade organizadora, a qual realizei minha formação acadêmica, deixou muito a desejar. E depois querem trazer o curso de Medicina…

Essa semana vem um desafio que a gente não gosta, mas que deve ser feito: início de despedidas de turmas. Última semana de aula com Terceiros anos de uma das escolas em que trabalho. E muitos dos alunos que me encontrarei em sala essa semana são meus alunos desde a 6a série, praticamente, outros entraram posteriormente a isso, mas consegui fazer um vínculo muito legal com a grande maioria deles. Isso é da vida, a gente sabe, ciclos terminam, outros começam, acho que esse ano foi legal nesse ponto, mesmo eu não estando tão presente com eles durante esse ano, mesmo assim, foi um ano bem legal, ontem à tarde mostrou isso.

Bora!

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Devaneios

Há certos lugares que me desanimam. Certas coisas que me desanimam. Certas atitudes que me desanimam.

Não, isso aqui não um manifesto-lamento, é só uma constatação de algumas situações que venho presenciando no meu meio profissional. E que, de certa forma, tem a ver com o modo como me relaciono com todos os tipos diferentes de pessoas.

Por hora eu consigo separar as coisas, deixo os problemas nos seus respectivos lugares onde eles ocorrem. Até quando, eu não sei…

Às vezes sou colocado em situações que vão contra meus princípios. Contra aquilo que penso. Isso me incomoda. Mas que, por causa de toda uma diplomacia inerente a mim, acabo sendo envolvido direta ou indiretamente.

Enche o saco… e desanima…

Construí minha trajetória nos últimos anos em cima de algumas posturas que já não são comuns hoje em dia e que muitas pessoas não gostam. Penso às vezes: fodam-se elas! Mas entre falar e fazer a diferença é um oceano.

Seguir viagem…

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História Regional da Infâmia

Fiz esse texto há 3 anos mas sempre fui meio receoso em publicar. Bom, enchi o saco de ver pessoas fazendo a manutenção de mentiras históricas… lá vai…

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Todo imaginário é real. Todo real é imaginário.

Sempre falo para meus alunos que a História não é uma ciência exata: aquilo que foi escrito por alguém há alguns anos atrás pode ser desconstruído futuramente por outro.

Mas existem assuntos que parecem intocáveis, que não podem ser mexidos, “Deus o livre” falar mal sobre este. O mais conhecido desses assuntos na História do Brasil é a Revolução Farroupilha, que durou de 1835 a 1845 no sul do país. Especialmente após a proclamação da República em 1889 e fortalecido com o Golpe Militar de 1964, o imaginário sobre este evento histórico se mantem, meio a fórceps, na mentalidade de muitos dos habitantes do RS.

Eu confesso que, quando mais jovem, antes de entrar para o curso de História (no primeiro ano do curso ainda mantive), fazia parte dessa “geleia ideológica” que envolvia esse assunto. Essa ideia do “orgulho gaúcho” e toda essa arrogância que muitos daqui possuem por terem nascido aqui e se acharem melhor que os outros por causa disso.

Mas eis que o tempo foi passando e fui tomando conhecimento de outros historiadores que começaram a desmistificar o que parecia “indesmitificável”, como Tau Golin, especialmente no seu “Manifesto contra o Tradicionalismo” (que pode ser encontrado na web facilmente) e em um livro didático intitulado “Nova História Crítica” (que por conter em um dos seus volumes críticas a Globo, foi execrado por um dos diretores desta, o nefasto Ali Kamel e foi escanteado na sutileza dos meios didáticos), especialmente quando dizia que Duque de Caxias só aceitou fazer acordo com os líderes do movimento por estes serem proprietários de terras e não negros pobres do Maranhão, como foi na Balaiada e que Caxias ordenou exterminar…

E eis que em 2010 o escritor e colunista do jornal Correio do Povo, Juremir Machado da Silva, após seis anos de pesquisa e consulta a 15 mil documentos lança o bombástico “História Regional da Infâmia: o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras (ou como se produzem os imaginários)”.

Seria lógico que nos grandes meios de comunicação, especialmente nos ligados ao Grupo RBS, não mereceu uma linha sequer este assunto, afinal, quem mais coloca em evidência o assunto todo mês de setembro são eles. A consequência foi que muitos (inclusive eu) não ficaram sabendo da existência do livro, somente assistiu a um documentário na TVE sobre os negros de batalha de Porongos, onde o escritor dava seu ponto de vista e um historiador ligado ao MTG dava uma visão bem diferente sobre o assunto. Aliás, era visível o desconforto e a fúria deste último ao saber da opinião do Juremir Machado.

Bom, falando sobre o livro, eu havia lido as 30 páginas iniciais em um site. Mas a leitura dele é tão motivadora, tão fácil de compreender que acabei comprando a versão digital numa quarta-feira e na terça-feira seguinte terminei de ler. Pra resumi-lo um pouco pra vocês, ele desmistifica toda a Revolução Farroupilha, desde suas causas até sobre aqueles que o movimento endeusou ou condenou ao ostracismo. Além disso, compara o que outros pesquisadores escreveram sobre o assunto e as contradições que estes se colocavam ao argumentar, especialmente os defensores da Farroupilha.

No final, o autor cita outros fatos históricos brasileiros que mereceram uma parte muito elucidativa, como a Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista de 1893-95 (que também ocorreu no RS e matou quase o triplo de gente que a Farroupilha, mas que é muito pouco divulgada nos livros didáticos), a Guerra de Canudos e a Revolta da Chibata.

Acredito que muitos que lerem este livro certamente irão odiá-lo e os motivos nem preciso dizer por quê…

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Peneira

Bom, hoje é 10 de setembro. Estamos no mês do Carnaval no RS.

E o que mais se fala é nessa merda toda que anda ser servidor do Estado com salário parcelado. No último dia 31, 600 pila na conta e amanhã, mais 800. E diz que dia 15 entra mais 1400 (pra mim não chega nisso, mas completa o restante do salário).

As escolas públicas estaduais na cidade, na maioria, de greve parcial ou total. Sempre tem aqueles que por suas razões, eu concordando ou não, estão em sala. Eu estou em greve numa escola, na outra, meio que não pude parar… motivos… deixa pra lá.

Teve feriado, fiz uma viagem a Posadas de carro, quase fico por lá, ainda bem que os problemas ocorreram onde poderiam acontecer, a tal da coisa que dá errado na hora e lugar certo. Tudo resolvido, mais uma despesa inesperada pra pagar, mas como digo, só uma coisa não se tem jeito na vida, vocês sabem qual é…

Tem horas que desanima, que dá vontade de mandar tudo pro espaço. Só que não funciona, viver sempre tem empecilhos, mas no fim tudo de resolve…

Seguimos

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