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Texto escrito há um ano

No final de janeiro do ano passado, durante uma viagem de um dia para Porto Alegre, escrevi num caderno algumas observações sobre a cidade. Por desleixo, o texto acabou esquecido no caderno e esses dias, revirando meus materiais, achei ele. Vou postar abaixo. Mas não parece que a situação mudou muito, e não creio que com essa nova gestão mude muito. A esperar

“Porto Alegre.

Pegar o ônibus da meia-noite para Porto Alegre sempre corre-se o risco de chegar um pouco antes do previsto (6 da manhã). Então, 05:40 o ônibus para na estação rodoviária. Vim para um encontro sindical ligado aos professores da rede estadual. Que só começa às 9 horas.

O que fazer nesse tempo?

Dou um tempo na sala de espera, desço, tomo um café bem calmamente, escovo os dentes e saio. O local é perto, na Andradas, perto da Praça da Alfândega. Pegar um táxi ou sair a pé mesmo?

Antigamente eu faria a segunda opção sem pestanejar, de tantas vezes em que saí a pé pela capital. Mas tamanha a onda de violência que existe na região metropolitana, fico receoso. Mas decido arriscar e fazer o percurso a pé. Lembro vagamente o caminho, o qual passa pelo Mercado Público. Hoje, com a tecnologia, acesso o mapa no celular e logo vejo que estou indo no caminho certo. Sem medo, pelo fato de nunca ter sido assaltado na capital.

Minhas impressões iniciais pelo trajeto: como tem morador de rua; não que nunca tenha visto, mas a impressão é que hoje há mais do que das outras vezes que vim para cá nas últimas décadas. Eu tinha lido sobre essa situação, mas hoje pude comprovar.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o abandono e a má conservação de muitos prédios do centro da cidade pelo caminho que fiz. Da mesma forma que havia citado anteriormente, mais do que em outros anos.

Não sei, mas me parece que a parte antiga, histórica, da capital foi abandonada nesses últimos 10, 12 anos, creio que para muitos que vivem cotidianamente por aqui, isso passe despercebido, mas como sou um bom observador, consigo notar diferenças. O que às vezes não é bom.

Hoje é jogo rápido. Logo estou voltando pra casa. Não vai dar tempo de ter mais impressões da nossa capital, que curto visitar, mas me falta tempo de ir em todos os lugares que gosto de ir.”

P.S: lembro de ter saído de POA às 19 horas, um pouco antes de iniciar um temporal que causou considerável destruição na capital. Dei sorte…

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E lá se foi mais um janeiro…

Buenas, amigos!

De volta depois de uns dias meio tumultuados mas que acabou dando tudo certo. Domingo fui a Porto Alegre com a Cláudia, já que a cirurgia do pai estava marcada pra segunda-feira… Mas quando chegou o dia, esta foi adiada para quarta-feira e tive até que trocar para o dia seguinte as passagens de volta… sem problemas…

No fim das contas, correu tudo bem na cirurgia do pai, ponte de safena é algo que hoje é simples de resolver, e no caso de meu pai, mais simples ainda, mas sem entrar em detalhes… O certo é que agora ele foi para o quarto e se tudo correr como o esperado, terça-feira ele tem alta. Falei com ele hoje, ele está bem, mas sente bastante dor por causa da cirurgia, o que é considerado normal, imagine, os caras cortar teu peito, serrar teu externo e mexer no teu coração…

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre, ligado a UFRGS é um colosso em termos estruturais, por isso que quase sempre está superlotado… Nunca tinha visto tanta gente num hospital, às vezes assusta mesmo, o que segundo minha mãe parecia ser um cenário de guerra, tamanha quantia de gente que procura atendimento especializado.

Porto Alegre em janeiro é demasiado quente, aquele “bafo” que sai do asfalto parece que vai te derreter, haja água e outras bebidas pra refrescar… Mesmo assim foi legal ter feito essa viagem, pude rever vários parentes e amigos que não via há tempos. Se pudesse ficávamos mais uns dias, mas o dever nos chama…

Fevereiro é “logo ali”, e a expectativa minha em relação ao começo do ano letivo é grande, e espero que corra tudo bem por aqui.

Abraço a todos

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Considerações sobre o Congresso da UEE

Sexta e sábado passados estive em Porto Alegre participando do Congresso de Redemocratização da União Estadual dos Estudantes do RS, a UEE-RS.
Foi importante a necessidade de, em um momento tão crítico da vida política do nosso Estado, a entidade que representa os universitários do RS seja, de fato, dos universitários.
Participaram estudantes de várias partes do Estado, especialmente das universidades onde a AE, DS e UJS comandam DCEs.
Mas vamos ao que interessa: o que pude notar, apesar de toda mobilização das forças antes da plenária final, foi a de que participei de uma coisa armada, preestabelecida entre as forças presentes, para chegar a um consenso para decidir a direção da entidade. Para quem, como eu, participou de vários Congressos da UNE, onde a discussão comia solta dentre outras peleias, o Congresso da UEE parecia um jogo de comadres. Ficou definido que até a próxima eleição, que será em 2011, uma direção provisória com dois coordenadores, um da UCS (da DS) e o outro da Unicruz (UJS, no caso, o camarada Rodrigo).
Isso é bom pelo fato de as forças poderem se mobilizar para chegarem com mais força quando o próximo congresso acontecer, para daí termos um só presidente.
Ah, o PSOL não participou do Congresso. Continuam com a mania de dizer que "essa entidade não nos representa" típica de alguns movimentos trotskistas mais radicais. Isso deve ser pelo fato de serem nanicos no ME Universitário estadual (isso foi só uma provocação, não precisam levar a sério, os caras possuem vários DCEs em importantes universidades).
No mais, vida longa a essa nova UEE-RS, que consigam fazer com que a luta estudantil no RS aconteça de fato!

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Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra


Foto de Daniel Hammes, tirada hoje em Porto Alegre, próximo à passarela da Rodoviária, por volta das 17 horas.

Eita Rio Grande, até quando tu vai deixar que te deturpem desse jeito??
Até quando teu povo ficará inerte ao assalto que está sendo feito por esta tucanada e asseclas que tomam conta de ti??

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Abaixo do mal tempo

E nessa sexta que passou, houve no Largo da Estação Férrea de Santa Maria um comício com os candidatos da Frente Popular, inclusive com a presença do presidente Lula.
E eu não podia deixar de ir nessa, apesar das tentativas de boicote da minha ida…
Bom, pra começo de papo, desaba uma chuva torrencial quando ainda estávamos em Ijuí.
Um pouco antes das quatro da tarde embarco no ônibus que foi organizado pelo pessoal que veio de Ajuricaba, junto a mais oito pessoas daqui de Ijuí. Viagem tranqüila e sem nenhum percalço pelo caminho mas, assim que chegamos ao destino, a chuva ainda não havia parado. Mas acabamos telefonando pra o pessoal que já havia chegado e eles nos confirmam que o comício irá sair, independente do tempo que estiver fazendo.
Assim que chegamos à Avenida Rio Branco, saco da minha mochila uma capa de chuva e me vou a encarar a chuva, que não cessa um instante sequer. Pego um bandeirão do PCdoB e me vou ao encontro da multidão que se aglomera, mesmo com toda a chuva que cai.
Existia uma divisória onde, para passar por ela, era necessário passar por um detector de metais. Tudo ok, mas quase que o bandeirão foi confiscado, com a alegação que o mastro era muito grande(3 metros de comprimento), mas, dando uma conversada, acabo conseguindo levar ela comigo.
Assim que chego na frente do palco, desenrolo a bandeira e começo a agita-la no meio da multidão e debaixo daquela chuva que insistia em não parar. Por causa de meus quase dois metros, aliados ao tamanho do mastro, minha bandeira destoava no meio do mar de bandeiras do PT que existiam aquela noite. Fiquei perto do palco até a hora em que o presidente apareceu (isso eram quase dez da noite).
Uma fala bem empolgante, direto à multidão de mais de cinco mil pessoas (segundo dados da Brigada Militar). Eu gostei muito.
Indo direto ao fim, eram passado das onze quando conseguimos reunir todo o pessoal pra irmos embora, todo mundo encharcado da chuva que não havia parado um instante sequer…
Chegamos na madruga em Ijui, e de manhã está um dia muito bonito, inclusive abriu um sol bem forte hoje.
Bom, me despeço de vocês por hoje porque amanhã as seis e meia da manhã estou indo pra Rondinha, tem um comício com a Jussara Cony e eu vou ajudar o Jeder a colocar o som que vai rolar por lá.
Abraço a todos e boa luta!!

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Por acaso, Torres!!!

Mais uma vez, minha incrível capacidade de estar na hora e no lugar certo voltou a entrar em ação. Após ficar 5 dias em Novo Hamburgo na casa da minha prima Naiara, volto para Porto Alegre na sexta-feira para pegar minha mochila e voltar para Ijuí no sábado. Chego na capital a tardinha e vou direto à Estação Rodoviária e compro a passagem pra sábado às 6 da tarde.
 
Chego na minha tia no Bom Fim, tomo um café, e vou visitar o Mauro, um amigo que não via há algum tempo e que era meu colega em São Borja. Após visitá-lo, volto para a casa da minha tia e logo depois que chego, meu primo Gustavo liga e eu atendo o telefone. Ele me diz que o tio dele(meu primo segundo), o Pedro, está nos convidando para passar o fim de semana na casa de praia dele em Torres.E eu já com a passagem comprada, mas ele me diz para trocá-la para segunda-feira. E eu na hora concordei (imagina se não…)
 
Bom, sábado, 8:30 me acordo, preparo uma mala pequena com algumas roupas, o Gustavao prepara mais malas, já que vai ficar uma semana por lá, e às 10 horas vamos a um ponto de venda de passagens e trocamos ela para segunda-feira. Após isso, passamos na casa da namorada do Gustavo, pegamos ela e às 11 horas pegamos a Free Way em direção ao litoral. 12:45 chegamos a Capão da Canoa, onde almoçamos um churrasco na casa do pai do Gustavo, que não o via há alguns anos.
 
Às 15:30 voltamos à estrada e uma hora depois chegamos a Torres. Damos uma passada pela praia e vamos à casa do Pedro, num condomínio perto da Praia da Guarita. De lá direto para a praia. Uau! Depois de 13 anos sem ir à praia eu parecia uma criança pulando aquelas ondas e pegando jacaré.
 
Retornamos a tardinha e à noite vamos a uma pizzaria próxima do rio Mampituba. Depois, dei umas voltas com o Gustavo e a namorada dele, mas voltamos cedo. decido que no outro dia iria acordar cedo, pegar uma bike na casa e percorrer as praias de Torres.
 
Domingo, 7:30 me acordo, desço até a garagem, encho os pneus da bike, tomo um café e quando estou saindo, o Pedro me diz pra pegar a câmera e fotografar o passeio. Primeiro vou na Guarita, dou umas voltas e sigo pela Praia Grande até a foz do Mampituba, na divisa com SC, depois volto e subo alguns morros de bike. 10:15 volto pra casa, tomo uma ducha e entro na piscina pra aliviar um pouco o calor que fazia.
 
Almoçamos e mais tarde vamos a Praia Grande e lá ficamos até tardezinha. Voltamos pra casa, tomamos um banho, e vamos a uma pastelaria e depois damos mais algumas voltas, mas voltamos pra casa era passado um pouco da meia-noite. Faltou parceria pra balada, o Gustavo não podia ir porque tava com a namo dele.
 
Segunda de manhã cedo, pego a bike e vou aos outros lugares que ainda não tinha ido: Morro do Farol, Praia da Cal, Lagoa do Violão, o resto da Praia da Guarita e as dunas do Parque Itapuã. Eu ia tentar surfar(tinha uma prancha na casa), mas o mar estava calmo e com poucas ondas. Volto 10:15 pra casa. No fim das contas, mais de 50 fotos nessas pedaladas por Torres. Daí o Pedro grava elas pra mim num CD e me lança para tê-las comigo. Mas já está na hora de voltar…
 
11:30 embarcamos no carro do Pedro e pegamos a estrada, parando pra almoçar em Maquiné. Após isso a Free Way novamente, chegando em Porto às 2 da tarde e às 5:40 chego na rodoviária e às 6 embarco pra Ijuí.
 
Em resumo, um fim de semana ótimo, valeu a pena mesmo. Esses dias fora em janeiro valeram um monte. Mas agora começa a luta e eu estou pronto.
 
>>Italo<<

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Nos meus pés trago as ruas de Porto Alegre

Toda vez que viajo para Porto Alegre, seja para passar o tempo que for, mesmo sendo o mais breve possível, uma coisa inevitavelmente eu faço: calçar um par de tênis e sair caminhando pelas suas ruas e avenidas.
 
Meu porto seguro é no Bom Fim, de lá eu parto para várias direções: Redenção, Osvaldo Aranha, Mercado Público, Andradas, Matriz, Gasômetro, Harmonia, Cidade Baixa, etc, etc. Enfim, toda essa área percorro a pé, parece que é uma atração por caminhar pela capital.
 
Me encanta a paisagem de Porto Alegre, suas ruas movimentadas (se bem que nessa época do ano é menos por causa das férias), a arquitetura dos prédios, os lugares bonitos e interessantíssimos que se têm para conhecer, as pessoas que você encontra pelo caminho, os monumentos espalhados por diversos espaços… São lugares que me trazem certa nostalgia e muitas lembranças de coisas boas, o Gasômetro, o Parque Harmonia, o Marinha e a Redenção, principalmente pelo tempo que fiquei e pelas pessoas que conheci no Fórum Social Mundial de 2005.
 
Mas esse período na capital teve como um dos intuitos a busca por fontes para meu TCC. Por isso fui a lugares que não havia visitado ainda, como a ABIBS, o Instituto de Comunicação Social na Andradas, o Arquivo Histórico do RS, a Biblioteca Pública do RS… Achei bastante fontes, mas teria de ficar pelo menos um mês para conseguir ver tudo, tem muita fonte boa e de graça para pesquisar.
 
Isso é o que mais me encanta em Porto Alegre: a cultura que a cidade respira, seus museus, arquivos, acervos e prédios históricos e as outras formas de cultura, como shows, exposições e teatros.
 
Já ia me esquecendo que também tinha outros compromissos por lá, foi bom eu ter saído um pouco da área de alcance de Ijuí, foi ótimo pra dar uma arejada e respirar novos ares, sempre é bom para dar novo ânimo pra recomeçar. Reencontrei alguns amigos, especialmente meu amigão "Fritz", figuraça que conheci numa viagem pra SP e que não via há algum tempo.
 
Em resumo, valeu a pena abrir mão de algumas coisas pra ficar esses dias fora.

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