Deserto Freezer (ou Tempos Estranhos, parte 2)

Esta é somente a terceira postagem no blog neste ano de 2012. A primeira desde junho. Desde que iniciei este espaço em 2005, nunca fiquei tanto tempo em um “deserto de ideias” assim…

Dá pra elencar vários motivos, mas o principal é mesmo a popularização das “redes sociais”. É, tive de rever alguns conceitos e aderir ao Facebook, isso fez com que eu compartilhe muitos textos que antes eu vinha aqui fazia um CTRL+C CTRL+V no assunto e pronto.

O problema que, depois de um tempo observando as atitudes da maioria das pessoas nas redes sociais tu se “emputece” e começa a largar um pouco de mão disso também. É um excesso de exposição nauseante, compartilhamento de correntes (ainda bem que não liberaram os gifs, senão virava um Orkut da vida) mimimi de onde está, o que fez, o que deixa de fazer. Isso sem contar quando vira um verdadeiro Muro das Lamentações. Aí alguém posta algo reclamando que ficam cuidando demais da sua vida, mas daí a mesma pessoa vai lá depois e compartilha cada peido que dá no FB ou Twitter… Vai entender…

A União Europeia receber o Prêmio Nobel da Paz (após os países integrantes deste bloco descer o cacete nos manifestantes que protestavam pela amenização das medidas econômicas adotadas nestes países que se encontram em profunda crise) é o suprassumo destes tempos estranhos que escrevi na última postagem.

Outra coisa que tenho observado muitas vezes é a preguiça que as pessoas têm em pensar. É, pensar, e aí o pensar que me refiro é sobre o compartilhar algo sem saber se aquilo é real ou farsa; neste caso, o pensar é entendido como comprovar, raciocinar, e isso muitas vezes demanda tempo, e este hoje é cada vez mais curto… Ou simplesmente é má vontade mesmo…

Estes dias fiz uma avaliação com uma série, onde especifiquei antes da aplicação os conteúdos que cairiam nela. Pois coloquei uma questão onde constava como alternativa um dos assuntos que avisei que cairia: as outras três não tinham nada a ver, não mencionei que os assuntos que constavam nas alternativas cairiam. A quantidade de erros que vi nesta questão me assustou. Uma geração que já esquece fácil as coisas mais básicas ou com preguiça de pensar um pouco mais quando ainda estão na juventude, o que vai ser quando chegarem à fase adulta?

2012 está sendo esquisito por demais, ainda bem que está próximo do fim (o ano, não o mundo, como tem uns doidos por aí afirmando). Creio que 2013 será bem melhor, é minha esperança e a de muita gente com quem converso.

Vou terminar este texto por aqui mesmo. Só não posso deixar o deserto tomar conta…

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1 comentário

Arquivado em Crônicas e textos pessoais, Observações do cotidiano

Uma resposta para “Deserto Freezer (ou Tempos Estranhos, parte 2)

  1. Então retorne ……. gostei dos teus textos.

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