Marcas do tempo

Já estou quase na metade dos meus 28 anos.  Domingo fará dois anos que concluí a faculdade. Não sou mais o mesmo cara que saiu de São Borja há nove anos, definitivamente não sou, mas ao mesmo tempo ainda sigo sendo o mesmo. Contraditório? Pode até ser, mas a vida é uma eterna contradição, às vezes procuramos buscar algo melhor e esse algo melhor vez em quando está ali do nosso lado o tempo inteiro. Aquele papo de cruzar o rio atrás de água, saca?

Não tenho mais a mesma empolgação que tinha para fazer muitas coisas, fios brancos começaram a surgir na minha barba este ano, as marcas no rosto agora parecem mais marcantes, muitas amizades vieram e se foram sem deixar vestígio, eu já não me estresso com determinadas coisas que antigamente só faltava “partir pra ignorância”. Ando ouvindo muitas músicas diferentes, mas me considero um cara muito chato, musicalmente falando. Me indigno com certas coisas, com algumas demagogias e imposições que a sociedade nos impõe, mas ao mesmo tempo, se sei que não posso remar contra a corrente, largo o barco na beira e sigo a pé o rio caminhando pela beirada.

Enfim, faço o que dá pra fazer. Nada se perde, tudo se transforma.

A vida não para. A diferença é o que temos em comum

Abraços

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Arquivado em Crônicas e textos pessoais

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