O cinismo e a guerra

“A Líbia bombardeada, a libido e o vírus” (Alívio Imediato, EngHaw)

“Enquanto as bombas caem do avião, deixando de recordação a cidade em chamas/Já ouvimos esta história, sabemos como acaba/Acontece quase tudo, não muda quase nada/Já vimos este filme, sabemos como acaba/Explodem quase tudo, não sobra quase nada” (Cidade em Chamas, idem.)

Humberto Gessinger escreveu estas canções nos anos 80, mas agora elas parecem tão atuais pelo que está acontecendo no mundo…

Começaram no domingo passado os ataques aéreos na Líbia. Sempre achei muito estranha essa mudança de rumos da política externa das potências mundiais em relação ao governo de Kaddafi, pos saber que, até há pouco tempo atrás, este era um aliado dos mencionados aqui (inclusive, José Serra também saiu criticando-o, dizendo que este era amigo do Lula e do PT… vasculhando um pouco na net, este mesmo Kaddafi tinha feito uma parceria com o governo paulista há pouco tempo atrás, onde coincidentemente quem era o governador? Sim, o Mr. Serra Burns!! Memória seletiva é algo muito comum entre os hipócritas…).

Brizola Neto, de volta ao seu excelente blog, “Tijolaço” (link pro blog, no lado direito deste blog) descreve, em poucas linhas o que penso sobre este assunto. Lá vai:

O cinismo e a guerra

Até pouco tempo atrás,  Muammar Kaddafi (grifo meu, muitos sites usam Gadaffi) era cortejado pelos governantes dos países que, agora, despejam bombas e mísseis sobre a Líbia.

Obama, Berlusconi, o conservadoríssimo Jose Maria Aznar, Nicolas Sarkozy e Tony Blair estavam longe de tratá-lo como um tirano abominável, um “cachorro louco” como a ele se referiu Ronald Reagan, depois de bombardear o palácio presidencial de Trípoli (nos anos 80), numa ação que deixou morta a filha (adotiva) de Gaddafi.

Se o objetivo fosse impedir o uso da aviação líbia contra os grupos rebeldes em Benghazi, e a força aérea líbia está totalmente destruída – como afirma o comando militar inglês – por que os ataques prosseguem?

A posição brasileira de não endossar os ataques e pedir a cessação das hostilidades está corretíssima.

Mas o cinismo da guerra pouco quer saber de razões e lógica. Petróleo é mais importante que isso.

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É isso por hoje

Abraço a todos

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Arquivado em Crônicas e textos pessoais, Música, Notícias e política

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