E vai começar…(Pt.1)

Enfim, neste final de semana vai começar a temporada 2010 da Fórmula 1, prometendo ser uma das mais equilibradas dos últimos anos.
Os reabastecimentos vão terminar, então quem souber economizar o combustível até o final tem chance de vencer as corridas (é óbvio). E este ano com quatro brasileiros disputando vai ser interessante.
Publico aqui uma tradução feita pelo Blog do Ico (http://www.blog-do-ico.blogspot.com/) a uma análise sobre as pistas da temporada deste ano feita pelo piloto alemão Adrian Sutil, da equipe Force India. Tenho que dividi-la em duas partes porque o blog não permite textos longos…
Sem frescura, ele escreve bem o que muita gente gostaria de ouvir, especialmente de quem faz o espetáculo, os pilotos.
Aí vai:

BAHREIN Sempre fico ansioso pela abertura da temporadamas se dependesse de mim, ela não seria no Bahrein. De ambiente, não tem corrida mais sem graça, tudo é muito estéril, no meio do deserto. A pista é OK, mistura curvas lentas e rápidas e você fica lutando o tempo todo porque o asfalto tem relativamente pouca aderência. No geral, uma das melhores entre as pistas modernas. O ponto crítico é o cotovelo no final da reta dos boxes. Espero que a temporada não comece com uma colisão múltipla ali.
AUSTRÁLIA – O
início em Melbourne sempre foi um dos pontos altos da temporada para mim. Depois de meses de pausa, você chega muito animado para a disputa. Os australianos são muito legais e relaxados e o Albert Park tem uma atmosfera bacana. Vou sentir falta dessa magia em 2010, que vai ser a segunda corrida do ano. Mas a pista permanece jóia: uma boa mistura de circuito de rua com permanente. Em algumas curvas o guard-rail fica muito perto do traçado. Hoje em dia não se faria uma pista assim, mas eu gosto delas desse jeito.
MALÁSIA
Não é necessariamente um dos grandes eventos do calendárioainda que eu seja fascinado pela cultura e natureza do país, da Ásia que sou. Mas este não é um lugar para se correr de Fórmula 1, que o calor e a umidade são tão altos que você está sempre à beira de um desmaio dentro do cockpit. Nós sentamos nas saunas mais rápidas do mundo. Além disso, a pista é muito irregular, você fica como um esquiador numa pista de mogul. De positivo: o traçado tem suas variáveis e há bons pontos de ultrapassagem.
CHINA – Shanghai é uma
cidade malucacom todos aqueles arranha-céus, parece que a China pulou do século XX direto para o XXII. O circuito não é tão fascinante, mas tem seus atrativos. Algumas passagens são difíceis e a curva em forma de colher depois da reta dos boxes é uma das mais especiais do ano. Você entra nela em alta velocidade, depois tem de diminuir até a primeira marcha – e você vai virando à direita até seu estômago virar também. Possivelmente a mais longa curva do mundo.
ESPANHA – Barcelona: uma
grande cidade, mas na maioria das vezes uma corrida sonolenta. O problema é que a aerodinâmica é muito importante nessa pistabasta chegar perto de um outro carro que você sente os efeitos da perturbação do fluxo de ar. Ultrapassar assim é praticamente impossível. Mesmo assim, a corrida é importante, que o traçado traz elementos comuns à todos os outros circuitos. Quem for rápido aqui, é porque construiu um bom carro.
MÔNACO – Uma
corrida festiva como champanhe! Nós chegamos na terça-feira e ficamos quase uma semana inteira. O como a sexta é um dia livre, nós podemos aproveitar as baladas na quinta à noite sem ficar o tempo inteiro olhando para o relógio. A pista? Acho ótimo que ela seja quase um patrimônio histórico tombado. É tão emocionante acelerar um carro de Fórmula 1 por aquelas ruas apertadas – ninguém definiu melhor como o Piquet pai, que falou ser igual a “pilotar um helicóptero na sala”.
TURQUIA – Hermann Tilke
recebeu muitas críticas por suas pistas, mas o “Otodrom” é sensacional! É um sobe e desce como nos Alpes – e a curva 8 é um clássico. Quatro curvas à esquerda em uma, você vira o volante uma vez e vai. É preciso se deixar levar, o pescoço parece que ganha um metro de comprimento pela ação da força G e no final dela você é cuspido como uma bala de canhão. Uma grande pista quando você consegue chegar : os engarrafamentos de Istambul são tão famosos quanto a curva 8.
CANADÁ – Bonjour, Montreal! Estou
feliz que vamos voltar a pilotar no circuito Gilles Villeneuve. A cidade é única, com um charme francês e um povo que ama a Fórmula 1 – fora talvez a conta bancária do Bernie, nãonenhum motivo para cortar essa prova do calendário. O traçado é espetacular, com altas velocidades e as chicanes que geram um esforço brutal dos freios. Pilotar aqui é muito mais divertido que nas pistas novas, tão perfeitas que nãonem um tufo de grama fora do lugar.
EUROPA
Valência é uma cidade maravilhosa e vibrante, que uma pena que andamos de Fórmula 1 . O circuito é um típico exemplo de “boa idéia, péssima execução”. No papel parece tudo perfeito: circuito de rua, com um porto e um grande cenário. Mas na realidade é traçado é um verdadeiro estorvo. Fora o conceito “reta-cotovelo-reta-chicane”, muito pouco é oferecido. Também o clima no porto faz tudo parecer uma espécie de “Mônaco para os pobres”. Valência merecia uma corrida mais atrativa.
INGLATERRA
Opa, se isso der certo! Estou feliz que ficamos em Silverstone. O grande e tradicional circuito no meio da planície é um contraste maravilhoso com as pistas novas. Botas Sete Léguas ao invés de glamour! Resta esperar que a reforma não tenha estragado o traçado. Vou sentir falta da veloz curva Bridge. No lugar, vamos entrar numa nova parte depois da Abbey, que oferece curvas lentas e rápidas e pode facilitar as ultrapassagens. Se vai funcionar? É tomar um chá e esperar para ver!

(Continua)

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