O que a imprensa conservadora silencia sobre a Venezuela

Antes de postar o artigo do Mario Augusto Jakobskind, que foi publicado no Observatório da Imprensa, gostaria de comentar sobre a choradeira do pessoal do Internacional sobre a Federação Gaúcha de Futebol ter marcado seu jogo da semifinal contra o Novo Hamburgo para o domingo que passou, o que fez com que estes jogassem com seu time reserva e perdessem a partida por 2 a 1, com a consequente queda de sua invencibilidade no Gauchão e eliminação para a final do Primeiro Turno.
No ano passado, a FGF fez algo semelhante com o Grêmio, que tinha um Gre-Nal pelas quartas-de-final para o Segundo Turno do Gauchão num domingo e um jogo da Libertadores na terça. O resultado foi que o Grêmio perdeu pro Inter por 2×1, o Roth foi demitido e o Grêmio foi pro jogo da terça sem técnico. Mesmo assim, jogando com o mesmo time que perdeu pro Inter no domingo, ele venceu seu adversário na terça…
Então não venham com essa lenga de "prejudicados", de "coitados", pois se fosse contra o Grêmio essa situação, certamente estariam tripudiando sobre os gremistas! Me poupem dessa por enquanto…

Feito o grito, agora vai o artigo:

O que a imprensa conservadora silencia sobre a Venezuela

A República Bolivariana da Venezuela segue na ordem do dia da mídia.
Quem acompanha o noticiário diário das TVs brasileiras e alguns dos
jornalões tem a impressão que o país está à beira do caos e por lá
vigora a mais ferrenha obstrução aos órgãos de imprensa privados. Mas
há quem não tenha essa leitura sobre o país vizinho, que no próximo mês
de setembro elegerá os integrantes da Assembléia Nacional.


José
Gregorio Nieves, secretário da organização não-governamental
Jornalistas pela Verdade, informou recentemente a representantes da
União Européia que circularam em Caracas que nos últimos 11 anos,
correspondente exatamente à ascensão do presidente Hugo Chávez, houve
um avanço na democratização da comunicação na Venezuela. Ele baseia as
suas informações em números. Segundo Nieves, há atualmente um total de
282 meios alternativos de rádios e televisões onde a população que não
tinha voz agora tem.


Houve, inclusive, um aumento da
democratização do acesso aos meios de comunicação. Até 1998, ou seja,
no período em que a Venezuela era governada em revezamento, ora pela
Ação Democrática (linha social-democrata), ora pela Copei (linha social
cristã), não havia permissão para o funcionamento de veículos
comunitários. No país existiam apenas 33 radiodifusores privados e 11
públicos, todos eles avaliados pela Comissão Nacional de
Telecomunicações (Conatel).


Que seja ouvido o outro lado

Hoje,
ainda segundo informação prestada por Nieves a representantes da UE, as
concessões privadas em FM chegam a 471 emissoras, sendo 245
comunitárias e 82 de caráter público. Na área da televisão, o total de
canais abertos privados até 1998 era de 31 particulares e oito
públicos. Atualmente, a Conatel concedeu concessões a 65 canais
privados, 37 comunitários e 12 públicos.


A lógica desses
números contradiz, na prática, a campanha midiática de denúncia de
falta de liberdade de imprensa. Seria pouco lógico que num período em
que aumentaram as concessão de rádio e TV para a área privada o governo
restringisse os passos das referidas empresas.


O secretário de
organização dos Jornalistas pela Verdade informou ainda que a Lei de
Responsabilidade Social no Rádio e Televisão permitiu o fortalecimento
dos produtores nacionais independentes. Nieves fez questão de assinalar
que a ONG que ele representa rejeita a manipulação contra o governo
bolivariano que ocorre em âmbito da UE e em outros fóruns.


É
importante que os leitores e telespectadores brasileiros tenham acesso
a outros canais de informação e não aos de sempre, apresentados
diariamente pelos grandes meios de comunicação vinculados à Sociedade
Interamericana de Imprensa (SIP). Em outros termos: que seja ouvido o
outro lado, para que não prevaleça, como tem acontecido, o esquema do
pensamento único.


RCTV é confirmada como produtora nacional

Para
se ter uma idéia de como funciona o mecanismo do pensamento único, no
próximo dia 1º de março, em São Paulo, o Instituto Millenium estará
promovendo um seminário sobre "Liberdade de Expressão" que contará com
a participação, entre outros, do presidente da RCTV venezuelana, Marcel
Garnier, do colunista das Organizações Globo Arnaldo Jabor, do
sociólogo Demetrio Magnoli, do jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja, e
de Carlos Alberto Di Franco, membro da seita Opus Dei.


O
Instituto Millenium é dirigido, segundo informa o jornal Brasil de
Fato, por Patrícia Carlos de Andrade, ex-mulher do ex-diretor do Banco
Central no período FHC, Armínio Fraga, e filha do falecido jornalista
Evandro Carlos de Andrade, que a partir de 1995 coordenou a Central
Globo de Jornalismo. Os mediadores do seminário serão três
profissionais de imprensa das Organizações Globo: o diretor Luís
Erlanger, o repórter Tonico Pereira e o âncora William Waack.



se pode imaginar o tipo de crítica ao governo venezuelano que vem por
aí. Vão lamentar a suspensão de seis emissoras de TV a cabo, mas
provavelmente deixarão de mencionar, como tem feito a mídia
conservadora, que cinco desses canais já retornaram ao ar porque deram
as informações necessárias solicitadas pela Conatel. Quanto à RCTV, que
se julga internacional, a Conatel confirmou a classificação do canal de
TV a cabo como produtora nacional, o que conseqüentemente a obriga a
acatar as leis do país. Se fizer isso, poderá voltar ao ar. Se não o
fizer, Marcel Garnier continuará circulando por países da América
Latina para denunciar a "falta de liberdade de imprensa no país de
Chávez".


Sem contraponto

Ah, sim: nestes
dias, o governo do Uruguai, cujo presidente, Tabaré Vázquez, encerra o
mandato na mesma data do seminário promovido pelo Instituto Millenium,
anunciou que vai punir dezenas de emissoras de rádio que se recusaram a
entrar na cadeia nacional obrigatória em que o chefe do Executivo
uruguaio informava a população sobre questões relacionadas aos direitos
humanos. Os jornalões e as TVs brasileiros não deram uma linha sobre o
fato, ao contrário do que aconteceu quando a Comissão Nacional de
Telecomunicações (Conatel) da Venezuela decidiu suspender emissoras de
rádio que estavam em situação irregular.


Por estas e muitas
outras é que os leitores e telespectadores brasileiros e da América
Latina de um modo geral recebem informações sobre a Venezuela apenas
com base do que dizem os inimigos da Revolução Bolivariana. Não há
contraponto.


————————————
Não que eu seja defensor ferrenho do governo chavista (pelo contrário, tenho algumas opiniões divergentes a alguns de seus atos), mas nunca ouvimos o outro lado da história nas grandes mídias nacionais, só o lado que a estes lhes interessam. Até quando?
Quem dera que houvesse uma democratização dos meios de comunicação desse nível aqui no Brasil… Quantos barões midiáticos enfartariam?
É isso por hoje.
Abs

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