Sobre o tempo

O tempo é uma nave que anda rápida demais.

Essa frase é de algum compositor, se não me engano é do
Vitor Ramil. Mas serve para enfocar o tempo que fiquei sem postar nenhum texto
ou artigo neste blog, quase três meses. Pura falta de criatividade, não que
tenha deixado de saber tudo o que ocorreu nesse tempo.

E três meses passa-se muita coisa, e este período ocorreram
coisas à nossa volta: o mensalão do DEM, que compromete diretamente ao Chirico,
já que o principal envolvido no escândalo seria seu vice na chapa da eleição
desse ano; os deslizamentos em Angra dos Reis, que ganharam uma repercussão
imensa por ter ocorrido com pessoas de classe média alta (vale ressaltar que
foram deslizamentos em áreas de preservação ambiental, Luciano Huck era um dos
principais beneficiados com as licitações para que se construíssem nessas áreas),
as enchentes de São Paulo, que ocorrem muito mais pela falta de manutenção da
limpeza dos rios pelo poder público municipal e estadual do que pelo lixo das
pessoas (que também tem sua parcela nisso, não sejamos demagogos).

Também temos aí mais um BBB, pra encher a paciência de
alguns e para alegria da grande massa incauta que adora um fuxico, o calor
infernal que está fazendo aqui no RS, sempre na casa dos 40°C, os lançamentos dos
carros da temporada 2010 da F1 e o drama do Bruno Senna diante da possibilidade
de não correr o campeonato mais uma vez, sendo que desta vez a sua equipe, a Campos,
ainda não conseguiu a grana para pagar os fornecedores. Mas isso está perto de
uma solução, da qual confesso não ter muita esperança.

Comecei este texto citando sobre como passa o tempo pelo
seguinte: este ano fazem 8 anos que moro em Ijuí, e sem dúvida foi um período
transitório em minha vida, com algumas dificuldades sim, mas com um crescimento
em todos os aspectos também. Tanto que boa parte do que sou hoje se formou
nesse período, especialmente meu senso crítico e minha capacidade de
relacionamento com as pessoas.

Uma das primeiras pessoas que fiz amizade aqui foi com um
colega de curso de Direito (curso que comecei em 2002 e depois tranquei pela
minha opção pela História), o médico Martin Cesar Agnoletto. Além de médico,
colega, compositor (compôs o sucesso “De chão Batido”, interpretado pelo grupo
Os Serranos), foi um grande amigo que fiz no meu “começo” aqui em Ijuí.

Neste sábado que passou, o amigo Martin faleceu, devido a
complicações que não convém comentar aqui. Sim, ele teve o seu tempo, que em
minha opinião foi pouco (56 anos), mas que foi intensamente vivido, pois soube
aproveitar todas as coisas boas da vida, todas as coisas boas da vida mesmo.

O fato é que muitos de nós não sabemos aproveitar bem o
tempo que temos e outros se tornam escravos dele. Fazer esse equilíbrio com o
tempo é que é nosso principal desafio.

Estamos dispostos a isso?

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