As injustiças da Justiça

Boa tarde!
Hoje venho a este blog escrever da minha extrema decepção diante da votação no Tribunal Regional Eleitoral da absolvição do Ballin diante do processo de cassação de seu mandato e de seu vice, Bira, por unanimidade: 6 votos a 0.
Ter que ouvir ao longe os foguetórios de seus CCs, carreatas e tal é de uma coisa indignante mas ao mesmo tempo devo admitir que impossível de conter e de mostrar a impotência de nossos quadros militantes perante esta circunstância.
Em resumo, o que a Justiça quis dizer é que roubar não pode, mas um pouquinho só pode.
Hoje Ijuí, antigamente conhecida como "Colméia do Trabalho", tem hoje em torno de 20% de sua população desempregada. Reflexos disso são o aumento dos arrombamentos às residências e casas comerciais, já que não há empregos para todos e as contas vencem, independente se você está empregado ou não.
Outro fator agravante, segundo minha opinião, é o aumento dos casos de pessos viciadas, especialmente no crack e no álcool.
Acreditava que, se o Piaia assumisse a prefeitura, a cidade poderia dar um salto de qualidade de vida e desenvolvimento, mas diante desses fatos, fiquei um tanto descrente que Ijuí saia do atoleiro em que se encontra.
Mas jamais poderemos deixar de manter esperanças de um futuro melhor.
Reproduzo aqui um poema do grande Bertold Brecht, intitulado "Elogio da Dialética", o qual, segundo a professora e camarada Maria Julia Macagnan, revela seu estado de espírito diante dessa absolvição, e certamente de muitos dos filiados, militantes, simpatizantes e eleitores do PCdoB nesse último pleito municipal.
Antes de reproduzir o poema, quero convidar a todos para nesta sexta-feira 27 de março a participarem da atividade em comemoração aos 87 anos do PCdoB, às 19 horas na Câmara de Vereadores, com a presença da deputada federal Manuela.
Força camaradas!
Abraço a todos
 
Elogio da Dialéctica
Berthold Brecht
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã!
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