Carnificina da Direita Brasileira – por Altamiro Borges

Achei muito interessante esse artigo do Altamiro Borges no Portal Vermelho (www.vermelho.org.br) e decidi postá-lo aqui para que todos tenham acesso a esse excelente artigo que fala da atual situação política ridícula que passa o principal partido de oposição no país, o PSDB.
Tomara que eles se fodam bem nessas eleições!!!!!!!!!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
 
Carnificina na Direita Brasileira

As duas últimas pesquisas sobre preferência eleitoral para a sucessão de 2006 deixaram a direita à beira de um ataque de nervos. Apesar de refletirem apenas um momento – já que muita água rolará até outubro e o que vale mesmo é o resultado das urnas –, as enquetes da Sensus/CNT e do DataFolha transformaram o covil tucano numa vil carnificina de urubus. Ninguém se entende e voam penas para todos os lados. Ao contrário da intensa e criminosa propaganda da mídia, que insistia em apresentar o presidente Lula como um cachorro morto, as pesquisas revelaram que o povo não é bobo, não tem saudade do reinado do PSDB que devastou o país e que tem consciência das limitações e dos avanços promovidos pelo atual governo.

Com a fadiga das denúncias de corrupção, muitas delas até hoje sem provas, e com a postura mais altiva do governo, o quadro de forças se inverteu. Agora é o presidente Lula que está na ofensiva, animado, em contato direto com o povo. No debate sobre o salário mínimo, ele bancou seu reajuste recorde, o ajuste do Imposto de Renda e até a antecipação do aumento para abril, peitando a ortodoxia de galinheiro da equipe econômica. De presidente eleito, Lula parece assumir a condição de comandante. Mesmo sem se dizer candidato à reeleição, o que é totalmente legítimo e legal, ele se firma com o único candidato viável para evitar a revanche da direita neoliberal e para iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no país.

Já a oposição liberal-conservadora está dividida e atordoada. O líder do PSDB no Senado, o pitbull Arthur Virgílio, finalmente teve que descer do pedestal da sua arrogância. Irritado com a disputa entre José Serra e Geraldo Alckmin, reconhece agora que “essa luta fratricida só beneficia o flagelo que é o presidente”. O mesmo que havia anunciado a abertura de um processo contra a pesquisa da Sensus, diante do resultado do Datafolha que confirma o aumento da popularidade de Lula, teve que explicitar a sua bravata ao dizer que “as pesquisas internas no PSDB vão na mesma direção”. Já o presidente do tucanato, Tasso Jereissati, confessou que “não tem mais paciência” com as brigas internas. “Todo tucano de bom senso está cansado. Tínhamos que estar unidos contra este governo. Os tucanos estão insatisfeitos com este vai-e-vem”.

A disputa no ninho tucano é realmente fratricida. Ela inclusive ajudou a expor as entranhas do PSDB, um partido autoproclamado de socialdemocrata que é controlado ditatorialmente por meia dúzia de caciques. O elitismo e o cupulismo desta agremiação agora são achincalhados até por figuras de projeção, como o governador da Paraíba, Cássio Cunha Linha. “Nem a escolha do papa é tão centralizada. A Santa Madre Igreja pode não ouvir coroinhas e diáconos, mas ao menos escuta a opinião de 160 cardeais. Não estou na condição de cardeal. Mas, como governador eleito pelo partido, bispo eu sou”, reclamou. A briga também já fez suas primeiras vítimas. Eduardo Graeff, ex-secretário de FHC, pediu um tempo na sua militância no boletim eletrônico E-agora, um dos panfletos mais direitistas contra o governo Lula. “Vou suspender por algumas semanas ou meses a minha participação”, informou, desconsolado com as intrigas tucanas.

Ela também tem produzido cenas risíveis de conspirações de bastidores, com os tucanos se apunhalando pelas costas. Os partidários do governador Alckmin não têm dúvidas de que foi a turma do prefeito Serra que repassou informações à revista Época sobre seus vínculos com a seita ultraconservadora Opus Dei. A excelente reportagem revelou detalhes da relação com esta prelazia fascista. “Nos últimos anos, Alckmin tem recebido formação cristã no Palácio dos Bandeirantes de um influente numerário”, sendo considerado “um dos alunos mais aplicados”. No outro canto do ringue, os simpatizantes de Serra acusam a tropa de choque do rival de ter pregado faixas na cidade lembrando que o prefeito se comprometeu publicamente a não deixar o cargo para se candidatar à presidência. “Precisamos de políticos de palavra”, diz uma delas.

Mensagens da campanha

Como se observa, apesar da manipulação da mídia e também das limitações do atual governo, a sucessão não será um passeio para direita brasileira. Ela agora se arrepende de não ter reunido condições, inclusive com a ajudinha de setores de esquerda, para derrubar o governo Lula no auge da crise política em meados do ano passado. “FHC continua lamentando o fato de a oposição não ter pedido o impeachment de Lula”, afirma o bem informado jornalista Thomas Traumann. Passado o vendaval da crise, o governo retomou as iniciativas políticas e a oposição de direita caiu na incerteza. A disputa eleitoral voltou a ficar equilibrada!

Num cenário mais racional, o povo passa a fazer suas escolhas. Uma coisa é certa: ele não tem saudade do bloco liberal-conservador que destruiu o país. FHC, que reinou por oito anos, surge em todas as pesquisas com os piores índices de rejeição. É detestado pelo povo, o que acaba se refletindo nas chances eleitorais de seus apaniguados. Não é para menos que a atual cúpula do PSDB já pensa em afastá-lo de cena. Como argumenta o presidente do PT, Ricardo Berzoini, “os tucanos têm mania de subestimar a inteligência da população”. Nas pesquisas qualitativas, o governo Lula aparece com larga vantagem na comparação com a desastrosa gestão anterior em todos os quesitos – no social, no econômico, no político e, até, no ético!

Para quem achava que a sucessão presidencial já estava decidida, a disputa promete fortes tensões. Tende a ser polarizada, não permitindo terceiras vias ou abstinências políticas – que só farão o jogo do inimigo. Também deverá ser bem mais racional, menos emotiva, exigindo argumentos e propostas consistentes e viáveis para conquistar o eleitorado. As forças de sustentação do governo Lula saíram das cordas e estão melhores posicionadas para o embate. Mas não devem subestimar o inimigo. Quatro mensagens aparecem como decisivas na campanha: denunciar a herança maldita dos tucanos, que devastaram o Brasil; fazer as comparações entre as gestões, que revelam as abissais diferenças entre Lula e o bloco liberal-conservador; demarcar com o programa ultraliberal dos tucanos, que já está no forno; e, no que se refere ao governo em exercício, sinalizar com novas mudanças que levem à superação da ortodoxia econômica neoliberal.

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